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Holi Festival Índia

O festival Holi tradição popular desde o século IV celebrado na Índia, Nepal e outros países ao redor do planeta é comemorado por dois dias iniciando-se no último dia da Lua cheia (Purnima) do mês lunar Phalguna do Vikram Samvat (calendário Hindu) por volta do mês de março do Calendário Gregoriano e anuncia o final do inverno e o início da primavera na India, celebrado como uma ação de graças por uma boa colheita. A primeira noite é chamada de Holika Dahan e a segunda Rangwali Holi, as pessoas aproveitam para visitar a família e amigos, tem longas conversas e aproveitam para saber das últimas novidades da comunidade e compartilham iguarias, comidas e a bebidas entre amigos e familiares. Holi marca o acolhimento da primavera e é uma celebração do triunfo do bem sobre o mal, com as pessoas correndo atrás uns dos outros brincando e espirrando colorido pó, tinta e água.

Holi tornou-se popular entre os nãos Hindus em muitas partes do sul da Ásia, bem como pessoas de fora da Ásia como Europa e nas Américas como uma celebração do amor e das cores. Na primeira noite de Holi, chamada de Purnima, os participantes, diga-se de passagem, a maioria da população, tradicionalmente usando no pescoço e no pulso um japamala de semente de Rudraksha, cordão Indiano sagrado para orações, acendem fogueiras que representam a libertação de tudo que é ruim que as pessoas carregam consigo. Assim como Holika, a malvada irmã do Rei Hiranyakashipu se queimou com o fogo de seu próprio ego, reparando antigas feridas oriundas de relacionamentos conturbados, queimando todas as mágoas e ofensas que por ventura tenham guardado dentro de si, sentindo-se feliz com o perdão concedido ao outro.

No dia seguinte a fogueira os participantes comemoram o Rangwali Holi, um festival popular de cores, opcional e gratuito, realizado nas ruas, em edifícios, parques públicos e templos. Eles levam consigo instrumentos musicais como gongos e flautas, cantam e dançam, ingerindo bebidas como o Bhang, feita de Cannabis, a qual é alucinógena. Pintam uns aos outros com tintas e pós-coloridos, um ritual que se refere à história de amor entre Krishna e a deusa Radha chamada também de Radharani, sua consorte eterna, um sentimento de amor que liga um ser vivo com o seu criador, a lenda diz que Krishna encanta o mundo mas Radha encanta até mesmo Krishna, Radha e Krishna juntos, constituem a verdade absoluta, segundo a lenda Krishna que é descrito como tendo pele azul estava preocupado que Radha não iria aceitá-lo e assim pintou sua pele para ficar igual à dela.

AS CORES DO HOLI

Historicamente, os participantes usam extratos de flores e açafrão para pintar uns aos outros com diversas cores vibrantes, as cores tem significados, o vermelho é a cor usada pelas noivas, representa a pureza, o amarelo é a cor usada pelos comerciantes, o azul representa a pele de Krishna e o verde é a cor da natureza. O Holi marca o relaxamento das restrições sociais com a saudação “Não se ofenda, é Holi” um dia festivo para conhecer os outros, brincar, rir, esquecer, perdoar e reparar relacionamentos quebrados. Além do pó colorido, normalmente enchem canhões de água, baldes e bexigas com água colorida para as festividades.

TRADIÇÕES MILENARES

A tradição Hindu ditava que as mulheres cujos maridos tinham morrido vivessem o resto de suas vidas de luto, muitas vezes no exílio em outra cidade, no norte da Índia em Vrindavan, conhecida como a cidade das viúvas, quebrou-se com a tradição nestes dois dias e comemora o feriado colorido graças à tradição e força do Holi sobre as pessoas da comunidade. A Índia é um país de fortes tradições milenares, passadas de geração para geração, muitas delas intimamente ligadas as crenças religiosas com suas castas, as artes cênicas e as artes manuais, como a tecelagem e ao artesanato Indiano para decoração, o qual é mundialmente conhecido, pelas suas cores e criatividade.  

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